Quaest: rejeição a Flávio Bolsonaro sobe a 57% e a de Lula cai para 50%
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana mostra a rejeição a Flávio Bolsonaro (PL) subindo de 56% para 57%, enquanto a de Lula (PT) recuou de 53% em junho para 50% em julho. É uma diferença de sete pontos. Nas intenções de voto, Lula avançou de 45% para 47%, e Flávio caiu de 39% para 38%.
Os números da rejeição
A rejeição a Flávio Bolsonaro chegou a 57%, ante 56% na rodada anterior. Já a de Lula caiu para 50%, vindo de 53% em junho — o menor índice do presidente na série do instituto.
A distância entre os dois é de sete pontos percentuais, com Flávio à frente na rejeição.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistados, margem de erro de dois pontos percentuais e grau de confiança de 95%.
A Genial/Quaest realiza rodadas periódicas, o que permite comparar a evolução dos índices mês a mês em vez de olhar apenas para uma fotografia isolada.
“A rejeição a Flávio apresentou crescimento contínuo: 52% em abril, 54% em maio, 56% em junho e agora 57% em julho. Lula, que registrava 53%, chega ao seu menor índice, de 50%.”
Duas trajetórias opostas
A série histórica acima mostra o movimento que o instituto captou: as curvas dos dois se afastam. Enquanto a rejeição a Flávio sobe de forma contínua desde abril — 52%, 54%, 56%, 57% —, a de Lula recua e atinge seu ponto mais baixo.
Nas intenções de voto, o movimento acompanha: Lula avançou de 45% para 47%, e Flávio recuou de 39% para 38%.
Em um cenário de primeiro turno, a vantagem de Lula é de 12 pontos; em segundo turno, cai para oito.
Os dados centrais:
- Rejeição a Flávio: 57%, ante 56% na rodada anterior.
- Rejeição a Lula: 50%, vindo de 53% em junho.
- Diferença: sete pontos entre os dois.
- Intenção de voto: Lula subiu de 45% para 47%; Flávio caiu de 39% para 38%.
- Vantagem: 12 pontos no primeiro turno e 8 pontos no segundo, a favor de Lula.
- Ficha técnica: 2.004 entrevistas, de 10 a 13 de julho, margem de erro de 2 pontos.
O que a rejeição mede
Rejeição é um indicador distinto da intenção de voto: mede a parcela do eleitorado que declara não votar de jeito nenhum em determinado nome. Índices altos costumam ser lidos como um teto de crescimento — quanto maior a rejeição, menor o espaço para conquistar novos eleitores.
Vale registrar que ambos os candidatos apresentam rejeição elevada, na casa dos 50%, o que aponta um eleitorado polarizado e com resistências consolidadas dos dois lados. Não é um cenário em que um lado é rejeitado e o outro, aclamado.
Como em toda pesquisa, os números são uma fotografia do momento, sujeita a mudanças conforme a campanha avança e as candidaturas se confirmam. A margem de erro de dois pontos significa que cada percentual pode variar para cima ou para baixo nessa medida. O Minuto Atual reproduz os dados divulgados pelo instituto e sua ficha técnica, sem emitir juízo sobre candidatos.
As próximas rodadas de pesquisa dirão se as trajetórias captadas nesta edição se confirmam como tendência ou se foram oscilação de um único mês.
Um último ponto de método: pesquisas de rejeição costumam ser um termômetro mais estável do que a intenção de voto, porque medem uma resistência já formada. Por isso, movimentos nessa curva chamam atenção de analistas mesmo quando são de apenas um ponto percentual.
O Minuto Atual seguirá publicando cada nova rodada com os números e a metodologia declarada pelo instituto.
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