Focus corta projeção de inflação pela 3ª semana seguida; dólar recua a R$ 5,09
O boletim Focus, do Banco Central, mostrou nesta segunda-feira (20) que o mercado reduziu a projeção do IPCA para 2026 pela terceira semana consecutiva. No câmbio, o dólar comercial recuou à casa de R$ 5,09 ao longo do pregão, e os juros futuros cederam. O Ibovespa oscilou perto dos 174 mil pontos.
O que diz o Focus
O boletim Focus é a pesquisa semanal em que o Banco Central reúne as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia. Ele sai toda segunda-feira pela manhã.
O destaque desta edição é a terceira redução consecutiva na projeção do IPCA para 2026. Ou seja: há três semanas seguidas o mercado vem revisando para baixo sua expectativa de inflação no ano.
É um movimento relevante porque projeções de inflação em queda costumam reforçar as apostas em cortes na taxa Selic.
A projeção do IPCA é acompanhada de perto porque baliza as decisões do Copom sobre a taxa básica de juros. Expectativas de inflação em queda tendem a abrir espaço para cortes na Selic — o que barateia o crédito ao longo do tempo.
“Segundo a pesquisa Focus, o mercado reduziu a projeção do IPCA para 2026 pela terceira semana consecutiva.”
O câmbio e a Bolsa no dia
O registro acima resume o dado mais concreto da segunda-feira. No mercado, o movimento acompanhou o tom mais leve.
O dólar comercial recuou à casa de R$ 5,09 ao longo do pregão, e os juros futuros também cederam. O Ibovespa oscilou perto dos 174 mil pontos, com apoio de Petrobras, bancos e varejo em parte da sessão.
Um fator externo ajudou: relatos de mediação no conflito entre Estados Unidos e Irã reduziram parte da pressão global e enfraqueceram os preços do petróleo, ainda que o cenário siga incerto.
Petrobras costuma puxar o índice em dias de oscilação do petróleo, e bancos e varejo reagem mais diretamente às expectativas de juros. A combinação dos três setores explica boa parte do movimento da Bolsa na sessão.
O panorama do dia:
- Focus: projeção do IPCA para 2026 cai pela terceira semana seguida.
- Dólar: recuou à casa de R$ 5,09 durante o pregão.
- Juros futuros: em queda ao longo da sessão.
- Ibovespa: oscilou perto dos 174 mil pontos.
- Fator externo: relatos de mediação entre EUA e Irã aliviaram a pressão global.
- No radar: a tarifa de 25% dos EUA, que entra em vigor em 22 de julho.
O que ainda pesa no horizonte
O alívio da segunda-feira convive com duas fontes de tensão que não se resolveram.
A primeira é a tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entra em vigor nesta quarta-feira (22). Embora a lista de exceções divulgada tenha poupado carne bovina, café, suco de laranja e o setor aeroespacial, setores como etanol, calçados, vestuário e açúcar seguem taxados.
A segunda é o Oriente Médio. A proposta de cessar-fogo de 10 dias entre Estados Unidos e Irã aliviou parte da pressão sobre o petróleo, mas o conflito segue sem desfecho — e o barril chegou a ultrapassar os US$ 90 nesta mesma segunda-feira, antes de recuar.
Vale registrar que os valores de câmbio e Bolsa citados aqui refletem o comportamento do mercado ao longo do pregão desta segunda-feira, conforme divulgado pelas fontes consultadas. Cotações de fechamento podem apresentar variação em relação aos números mencionados. Para quem acompanha o câmbio, o recado segue o de sempre: em semana com tarifa entrando em vigor e guerra em curso, prever o rumo do dólar no curto prazo é exercício arriscado.
O Minuto Atual publica o fechamento consolidado do mercado nas edições seguintes, com os números finais divulgados pelas fontes oficiais.
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