Esportes

A despedida de Messi: como o camisa 10 encerra sua história nas Copas do Mundo

Por HAMLET 20/07/2026 2 semanas atras

A derrota da Argentina na final de domingo (19) marcou o último jogo de Lionel Messi em Copas do Mundo. O camisa 10 encerra sua trajetória no torneio com um título — o de 2022, no Catar — e dois vice-campeonatos. Aos 39 anos, ele deixa o Mundial no lugar em que talvez pesasse menos ser derrotado: como campeão do mundo em exercício.

O fim de um ciclo

A final entre Espanha e Argentina, decidida por 1 a 0 na prorrogação, foi o último capítulo de Messi em Copas do Mundo.

O balanço da sua trajetória no torneio: um título, conquistado em 2022, e dois segundos lugares.

Em 2026, a Argentina chegou à final buscando o bicampeonato consecutivo e o quarto troféu de sua história. Parou no gol de Ferran Torres, na prorrogação, em uma partida que os argentinos terminaram com um jogador a menos após a expulsão de Enzo Fernández.

Messi chegou a esta Copa aos 39 anos, uma idade em que pouquíssimos jogadores seguem disputando torneios dessa intensidade — e ainda assim liderou a Argentina até a decisão.

“O confronto marcou a despedida de Lionel Messi na história das Copas, que encerra sua carreira no torneio com um título e dois segundos lugares.”

Duas finais perdidas, uma vencida

O registro acima resume uma trajetória que atravessou quase duas décadas de Copas do Mundo.

O título de 2022, no Catar, encerrou um jejum argentino que durava desde 1986 e é considerado o ponto alto da carreira do camisa 10 pela seleção. As duas finais perdidas, por outro lado, compõem o outro lado da história — a de um jogador que chegou repetidamente à decisão e nem sempre saiu com a taça.

O caminho da Argentina até esta final teve momentos de drama puro, como a virada sobre a Inglaterra na semifinal, com gols aos 85 e aos 90+2.

O título de 2022 mudou a forma como sua carreira é avaliada. Antes dele, a ausência de uma Copa era o argumento mais usado por quem questionava seu lugar entre os maiores da história; depois, o debate perdeu boa parte da força.

A trajetória em números:

  • Títulos em Copas: um, conquistado em 2022, no Catar.
  • Vice-campeonatos: dois, incluindo o desta edição de 2026.
  • A final de 2026: derrota para a Espanha por 1 a 0, na prorrogação.
  • Idade: Messi disputou esta Copa aos 39 anos.
  • Semifinal: virada sobre a Inglaterra, com gols aos 85 e 90+2.
  • Prêmio do vice: a Argentina faturou US$ 33 milhões, cerca de R$ 168 milhões.

O que fica

Há algo particular na forma como esta despedida aconteceu. Messi deixa as Copas do Mundo como campeão em exercício — foi ele quem levantou a taça na edição anterior, e é essa a imagem que a maioria dos torcedores guardará.

A final de 2026 também encerrou um torneio de marcos: o primeiro com 48 seleções, o primeiro em três países-sede, e o que reuniu a maior concentração de celebridades da história em uma decisão. Para a Argentina, restou o vice — resultado que, em qualquer outra circunstância, seria celebrado, mas que pesa quando se busca o bicampeonato.

Do outro lado do campo, a Espanha comemorou o segundo título de sua história com uma geração encabeçada por nomes jovens como Lamine Yamal. É o contraste que deu à decisão seu simbolismo maior: de um lado, o encerramento de um ciclo; do outro, o começo de outro.

O Minuto Atual registra que informações sobre eventual aposentadoria de Messi da seleção argentina, para além das Copas do Mundo, não foram confirmadas até o fechamento desta reportagem.


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