Brasil tem o menor índice de fome da história, aponta relatório da ONU
O Brasil atingiu o menor índice de fome de sua história, segundo o relatório SOFI 2026, da ONU, divulgado nesta semana. A insegurança alimentar severa caiu para 0,6% no triênio 2023-2025 — uma queda de 91% em relação ao período anterior. Cerca de 16,7 milhões de pessoas deixaram a condição de fome, e o país segue fora do Mapa da Fome desde 2025.
Os números do relatório
O dado vem do relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026 (SOFI 2026), divulgado pela FAO, a agência da ONU para alimentação e agricultura.
O índice de insegurança alimentar severa no Brasil caiu para 0,6% no triênio 2023-2025 — uma redução de 91% frente aos períodos anteriores.
Em números absolutos, a mudança é expressiva: no triênio 2020-2022, o índice chegou a 8,5%, o equivalente a 17,9 milhões de pessoas passando fome. No período 2023-2025, cerca de 16,7 milhões deixaram essa condição.
O relatório SOFI é uma das principais referências mundiais sobre fome e segurança alimentar, publicado anualmente por agências da ONU. Seus números são acompanhados por governos e organizações do mundo inteiro.
“O relatório SOFI 2026 registra 0,6% de insegurança alimentar severa no Brasil no triênio 2023-2025, uma queda de 91% frente aos períodos anteriores, mantendo o país fora do Mapa da Fome desde 2025.”
O que os dados mostram
O registro acima confirma uma trajetória de melhora consistente. O Brasil já havia saído do Mapa da Fome da ONU em 2025, e o novo relatório mostra que essa saída se consolidou, com o índice atingindo o menor nível já registrado.
O Mapa da Fome é um marcador usado pela ONU: um país entra nele quando 2,5% ou mais da população vive em situação de subalimentação. Com 0,6%, o Brasil está bem abaixo desse limite. Os indicadores:
- Insegurança alimentar severa: 0,6% no triênio 2023-2025.
- Queda: redução de 91% frente ao período anterior.
- Antes: 8,5% em 2020-2022, ou 17,9 milhões de pessoas.
- Saíram da fome: cerca de 16,7 milhões de pessoas.
- Mapa da Fome: o Brasil segue fora dele desde 2025.
- Fonte: relatório SOFI 2026, da FAO/ONU.
O contexto por trás da queda
A redução da fome não acontece no vácuo. O relatório e o governo apontam correlação com a melhora de indicadores econômicos no período. O PIB acumulou altas de 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, enquanto o desemprego caiu a 5,6% em 2025 — o menor da série histórica iniciada em 2012.
Emprego e renda são, historicamente, os fatores mais ligados à segurança alimentar: quando mais gente trabalha e ganha, menos gente passa fome. Programas de transferência de renda e políticas de segurança alimentar também costumam ser citados nesse tipo de avanço.
Vale um registro de equilíbrio. O relatório é da ONU e mede um recorte específico — a insegurança alimentar severa, a forma mais grave da fome. Ele não significa que o problema alimentar esteja resolvido: formas mais leves de insegurança alimentar, ligadas à qualidade e à regularidade da alimentação, seguem afetando milhões. Mas, na medida que o relatório avalia, o resultado é o melhor da história do país. O Minuto Atual reproduz os dados divulgados pela ONU e pelo governo.
O avanço brasileiro contrasta com um cenário global de piora em várias regiões, o que torna o resultado ainda mais notável no comparativo internacional feito pelo próprio relatório.
O Minuto Atual reproduz os dados do relatório da ONU e do governo, e registra que indicadores sociais desse tipo costumam ser interpretados de formas diferentes conforme o ponto de vista político — mas os números da FAO são a referência técnica sobre o tema.
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