Anvisa manda apreender azeite San Oliveto e doces Fatti a Mano; veja a lista
A Anvisa determinou a apreensão e proibiu a venda do azeite extra virgem San Oliveto e de uma série de doces da marca Fatti a Mano. O azeite teve origem desconhecida e resultado insatisfatório em análise laboratorial. Os doces foram produzidos sem regularização e em estabelecimento sem licença de funcionamento. As medidas foram publicadas no Diário Oficial.
O problema do azeite
O azeite extra virgem San Oliveto apresentou origem desconhecida e resultado insatisfatório em análise técnica.
Mais especificamente, as análises laboratoriais indicaram resultado insatisfatório no ensaio de determinação do índice de refração — um dos parâmetros usados para avaliar a qualidade e a autenticidade do produto.
Há um detalhe que agrava o caso: a empresa identificada no rótulo como importadora e distribuidora, a Comercial Alimentícia e Cerealista Vale do Carioca Ltda., está com o CNPJ inativo desde 23 de junho de 2026 e tem endereço desconhecido.
O fato de a empresa importadora estar com CNPJ inativo e endereço desconhecido é o que torna o caso mais grave: sem responsável identificável, não há a quem cobrar sobre a procedência real do produto que chegou às prateleiras.
“As análises laboratoriais indicaram resultado insatisfatório no ensaio de determinação do índice de refração, um dos parâmetros usados para avaliar a qualidade e a autenticidade do azeite.”
Os doces proibidos
O laudo acima explica a decisão sobre o azeite. Já os doces da marca Fatti a Mano foram proibidos por outro motivo: produção sem a regularização exigida e em estabelecimento sem licença de funcionamento.
A lista de produtos vetados é extensa e inclui itens comuns em festas e comércios de rua. As determinações constam das Resoluções RE nº 2.856/2026 e RE nº 2.857/2026, publicadas no Diário Oficial da União. Os produtos:
- Azeite: extra virgem San Oliveto — origem desconhecida e análise insatisfatória.
- Doces Fatti a Mano: cocada branca e cocada de maracujá.
- Também vetados: leite adoçado e leite adoçado com coco.
- Na lista: palha italiana, doce de jaca e beijinhos.
- Ainda: pé de moleque, fatticoco, pé de moça e brigadeiro.
- Base legal: Resoluções RE nº 2.856/2026 e RE nº 2.857/2026.
O que fazer se você tem esses produtos
A orientação é direta: não consuma. Produtos com origem desconhecida ou fabricados sem licença não passaram pelo controle sanitário que garante segurança, e no caso do azeite há indício concreto de problema na composição.
O índice de refração, citado no laudo, é um teste que ajuda a identificar se o azeite é realmente o que diz ser. Resultado fora do padrão pode indicar mistura com outros óleos mais baratos — uma fraude comum no mercado de azeites.
Quem comprou algum desses itens pode procurar o estabelecimento onde os adquiriu para solicitar a devolução do valor. Também é possível denunciar a venda de produtos proibidos à vigilância sanitária local ou pelos canais da Anvisa.
Vale a dica geral: ao comprar azeite, desconfie de preços muito abaixo da média e verifique se o rótulo traz identificação clara do importador e do fabricante. O Minuto Atual reproduz a decisão do órgão e reforça a orientação central — produto proibido pela Anvisa não deve ser consumido.
A fiscalização da Anvisa sobre azeites tem sido recorrente nos últimos anos, justamente porque a adulteração — mistura com óleos mais baratos — é uma fraude economicamente atrativa e difícil de detectar sem análise laboratorial.
O consumidor também pode consultar o site da Anvisa para verificar se um produto tem registro válido antes de comprar — uma checagem simples que evita levar para casa itens irregulares.
O Minuto Atual reproduz a decisão do órgão e reforça: produto proibido não deve ser consumido, nem repassado a terceiros.
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