Datafolha: Flávio é rejeitado por 48% e Lula por 46%; disputa de 2026 é de alta rejeição
A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24) mostra os dois principais nomes da corrida presidencial de 2026 com rejeição elevada e próxima. Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 48% dos eleitores, e o presidente Lula (PT), por 46% — diferença dentro da margem de erro. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 22 e 23 de julho.
Os números da rejeição
A rejeição mede quem os eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum em um candidato. E os dois primeiros colocados aparecem quase empatados nesse indicador.
Flávio Bolsonaro é rejeitado por 48% dos entrevistados. Lula, por 46%. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro da pesquisa, o que configura empate técnico na rejeição.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país, entre 22 e 23 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais.
A Datafolha é um dos institutos de pesquisa de maior tradição no país, e seus levantamentos são acompanhados de perto por partidos, mercado e imprensa como termômetro do humor do eleitorado.
“A pesquisa Datafolha entrevistou 2.004 pessoas em todo o país, entre os dias 22 e 23 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.”
Um cenário de resistências
A ficha técnica acima ancora a leitura. O dado mais revelador não é qual dos dois rejeita mais — já que estão empatados —, mas o fato de que ambos carregam rejeição perto da metade do eleitorado.
Rejeição alta funciona como um teto: quanto mais gente diz que não votaria em um nome, menor o espaço para ele crescer e conquistar novos eleitores. Ter os dois favoritos nessa situação aponta para uma eleição polarizada e disputada.
Outro instituto, o PoderData, chegou a números semelhantes na mesma semana, apontando os dois candidatos igualmente rejeitados por 48% — o que reforça a leitura de um eleitorado dividido e resistente aos dois lados.
Os dados:
- Rejeição a Flávio Bolsonaro (PL): 48%.
- Rejeição a Lula (PT): 46%.
- Diferença: dois pontos — dentro da margem de erro.
- Instituto: Datafolha, divulgada em 24 de julho.
- Amostra: 2.004 pessoas, entre 22 e 23 de julho.
- Margem de erro: dois pontos percentuais.
O que a rejeição diz — e o que não diz
É importante separar rejeição de intenção de voto. São medidas diferentes: a intenção mostra em quem a pessoa pretende votar; a rejeição, em quem ela não votaria de forma alguma. Um candidato pode liderar as intenções e, ainda assim, ter rejeição alta — os dois números convivem.
O quadro de 2026, ao menos por esta fotografia, é o de uma disputa entre dois nomes fortes e, ao mesmo tempo, fortemente rejeitados. É o tipo de cenário que costuma abrir espaço para discussões sobre uma terceira via, ainda que nenhuma candidatura desse tipo tenha se consolidado até aqui.
Vale a cautela de sempre com pesquisas: elas são um retrato do momento, não uma previsão. As convenções partidárias começaram há poucos dias, a campanha sequer teve início oficial, e o eleitorado ainda vai processar candidaturas, debates e fatos que virão. O Minuto Atual reproduz os números divulgados pelo instituto e sua ficha técnica, sem emitir juízo sobre candidatos. Uma pesquisa não elege ninguém — apenas mede a temperatura do instante em que foi feita.
Até a eleição, muita coisa pode mudar: alianças se formam, candidaturas se confirmam e a campanha altera percepções. Por isso, especialistas recomendam ler pesquisas divulgadas a meses do pleito como indicadores de momento, e não como prognósticos definitivos.
O Minuto Atual seguirá acompanhando as próximas rodadas de pesquisa, sempre reproduzindo os números e a metodologia declarada pelos institutos.
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