Anvisa proíbe fibra capilar, creme relaxante e antimofo irregulares; veja as marcas
A Anvisa determinou a retirada do mercado de três produtos por irregularidades sanitárias. A decisão, publicada no Diário Oficial em 27 de julho, atinge uma fibra capilar, um creme relaxante para cabelos e um produto antimofo — todos comercializados sem o registro exigido. A orientação é que os consumidores interrompam o uso imediatamente.
Os produtos proibidos
A Anvisa proibiu e mandou recolher três produtos, todos por falta de registro ou notificação sanitária:
O Creme Relaxante Miss Hidrat (uso líquido, ativador guanidina), da empresa Anaber — todos os lotes fabricados a partir de 20/12/2023.
A Fibra Capilar Full Hair Instantly — todos os lotes, por ser vendida sem registro nem notificação na Anvisa.
E o Mata Mofo Eurodecor (antimofo) — todos os lotes, por não ter identificação de fabricante regularizado, o que impede comprovar sua procedência.
“Os produtos estavam sendo fabricados ou comercializados sem o registro ou a notificação exigidos pela legislação sanitária, e a orientação da Anvisa é que os consumidores interrompam imediatamente o uso.”
Por que foram vetados
O trecho acima aponta o denominador comum: falta de registro sanitário. Nenhum dos três produtos passou pela avaliação que a Anvisa exige antes de um item chegar às prateleiras.
No caso do antimofo, há um agravante — a ausência de fabricante identificado, o que impede saber a real procedência e a composição do produto. Sem esse controle, não há garantia de que o que está na embalagem é seguro. A lista:
- Creme Relaxante Miss Hidrat: ativador guanidina, da Anaber — lotes desde 20/12/2023.
- Fibra Capilar Full Hair Instantly: todos os lotes, sem registro na Anvisa.
- Mata Mofo Eurodecor: todos os lotes, sem fabricante regularizado identificado.
- Motivo: falta de registro ou notificação sanitária.
- Decisão: publicada no Diário Oficial em 27 de julho de 2026.
- Orientação: interromper o uso imediatamente.
O que fazer se você tem esses produtos
A orientação da Anvisa é direta: quem tiver qualquer um desses produtos em casa deve parar de usá-los imediatamente. Produtos sem registro não passaram pelo controle que garante segurança e qualidade — e, no caso de cosméticos capilares, o risco vai de irritações e alergias a danos mais sérios ao couro cabeludo e aos fios.
O registro sanitário não é burocracia: é a comprovação de que o produto foi avaliado quanto à composição e à segurança. Itens de origem desconhecida, especialmente sem fabricante identificado, podem conter substâncias em concentrações erradas ou contaminantes.
Quem comprou algum desses produtos pode procurar o estabelecimento para solicitar a devolução do valor, e denunciar a venda de itens proibidos à vigilância sanitária local ou pelos canais da Anvisa. Vale a dica geral: ao comprar cosméticos, verifique se há registro na Anvisa — a consulta é gratuita no site do órgão — e desconfie de produtos sem identificação clara do fabricante. O Minuto Atual reproduz a decisão da Anvisa e reforça: produto proibido não deve ser usado.
A fiscalização da Anvisa sobre cosméticos capilares tem sido recorrente, num setor em que produtos irregulares e sem procedência circulam com facilidade, atraídos pela alta demanda por soluções de beleza a baixo custo.
Acompanhar os avisos da Anvisa, publicados com frequência, é uma forma simples de o consumidor se proteger — assim como conferir o registro de qualquer cosmético antes da compra, um cuidado que evita levar para casa produtos que não deveriam estar à venda.
No caso de cosméticos que prometem alisar, relaxar ou preencher os fios, o cuidado é ainda maior, porque esses produtos entram em contato direto e prolongado com o couro cabeludo. Um item sem procedência pode transformar a busca por beleza em problema de saúde.
Deixe um comentário