Chuvas no RS atingem 194 cidades e deixam mais de 1.200 desabrigados; Guaíba se aproxima da cheia
O temporal que castiga o Rio Grande do Sul há mais de uma semana já causou danos em 194 municípios e deixou mais de 1.200 pessoas desabrigadas, segundo a Defesa Civil. Rios estão acima da cota de inundação em vários pontos, e há expectativa de que o Guaíba, em Porto Alegre, atinja o nível de alerta entre esta sexta (24) e o sábado. É apontada como a primeira grande cheia do El Niño.
O balanço da tragédia
O boletim da Defesa Civil registra danos em 194 municípios gaúchos.
O número de desabrigados — pessoas que perderam a casa e dependem de abrigo público — passa de 1.200. Somam-se a eles cerca de 419 desalojados, que deixaram suas casas mas encontraram abrigo por conta própria.
Algumas cidades concentram os maiores impactos: Lajeado registrou 540 desabrigados; Porto Xavier, 200; Encantado, 152; Cruzeiro do Sul, 55. Municípios como Estrela, Muçum, Roca Sales e Feliz também tiveram inundações em áreas ribeirinhas.
“Em Porto Alegre, há a expectativa de que o Guaíba possa atingir o nível de alerta entre a sexta-feira (24) e o sábado, à medida que o volume de água escoa das regiões atingidas.”
O Guaíba no radar
O registro acima aponta a próxima preocupação. A água que caiu nos vales do interior escoa em direção à capital, e o Guaíba — o lago que banha Porto Alegre — deve sentir esse volume nos próximos dias.
Segundo a MetSul Meteorologia, é a primeira vez que o Guaíba entra em cheia durante o atual El Niño, e o nível ainda deve subir. A memória da enchente histórica que atingiu Porto Alegre no passado recente eleva a atenção. O quadro:
- Cidades com danos: 194 municípios, segundo a Defesa Civil.
- Desabrigados: mais de 1.200 pessoas.
- Desalojados: cerca de 419 pessoas.
- Mais atingidas: Lajeado (540), Porto Xavier (200), Encantado (152).
- Guaíba: pode atingir o nível de alerta entre sexta (24) e sábado.
- Contexto: apontada como a primeira grande cheia do El Niño.
Um estado em alerta há dias
A situação é o desdobramento de uma sequência que começou na semana passada. Os temporais avançaram do interior para as áreas ribeirinhas, encharcaram o solo e encheram os rios — e agora produzem a fase mais grave: a inundação de cidades inteiras.
Segundo meteorologistas, o Rio Grande do Sul entra em um período de alto risco climático, e há avaliação de que esta pode ser a primeira de várias cheias ao longo dos próximos meses, por influência do El Niño.
Para quem está nas áreas afetadas, a orientação é seguir as instruções da Defesa Civil e das prefeituras, não retornar às casas antes da liberação oficial, evitar contato com a água da enchente — que pode estar contaminada e esconder buracos e correntezas — e não atravessar trechos alagados. Quem quiser ajudar deve procurar os canais oficiais de doação das prefeituras e da Defesa Civil estadual, evitando campanhas improvisadas. Em emergência, os telefones são 190 e 193. O Minuto Atual acompanha a evolução e atualiza conforme novos boletins forem divulgados.
A comparação com a enchente histórica que devastou o estado no passado recente é inevitável e serve de alerta. As autoridades reforçam que a prevenção e a saída antecipada das áreas de risco salvam vidas — esperar a água subir para decidir sair é o erro mais perigoso.
O estado tem sistema de alerta por celular que dispara avisos automáticos para aparelhos nas áreas de risco. Manter o telefone carregado e atento a esses avisos é uma das medidas mais simples e eficazes de proteção nesses períodos.
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