Itatiaia registra -11,5°C, a menor temperatura do Brasil em 2026; Rio bate recorde de frio
O Parque Nacional do Itatiaia, na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, registrou -11,5°C por volta das 5h30 da quarta-feira (15) — a menor temperatura já medida no Brasil em 2026. Na capital fluminense, os termômetros marcaram 11,3°C na Vila Militar, também recorde do ano na cidade. A causa é uma massa de ar polar que ganhou força desde 7 de julho.
O recorde histórico do Itatiaia
A marca de -11,5°C foi registrada por volta das 5h30 da manhã de quarta-feira, em uma estação meteorológica localizada na Nascente do Campo Belo, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
É a menor temperatura registrada no Brasil em 2026. O ponto fica na Serra da Mantiqueira, região de altitude elevada que historicamente concentra os registros mais baixos do país.
O frio congelou a paisagem do parque, cenário que se repete a cada inverno rigoroso, mas raramente com números tão extremos.
“A intensificação do frio foi favorecida pela redução da cobertura de nuvens entre a noite de terça-feira (14) e a madrugada desta quarta-feira, o que permitiu maior perda de calor durante a noite.”
Por que ficou tão frio
A explicação acima, atribuída ao Climatempo, esclarece o mecanismo. Céu limpo, sem nuvens, funciona como uma janela aberta: o calor acumulado durante o dia escapa para a atmosfera durante a noite, e a temperatura despenca na madrugada.
O cenário maior é a chegada de uma nova massa de ar polar, que ganhou força a partir de 7 de julho e avançou do Sul em direção ao Sudeste, atingindo com força total a Serra da Mantiqueira. Os números do frio:
Esse é o motivo pelo qual as noites mais frias costumam ser justamente as de céu limpo. Nuvens funcionam como um cobertor, retendo calor; sem elas, a temperatura despenca.
- Itatiaia (RJ/MG): -11,5°C às 5h30 de quarta-feira (15) — recorde do Brasil em 2026.
- Local exato: estação na Nascente do Campo Belo, na Serra da Mantiqueira.
- Rio (capital): 11,3°C às 7h na estação da Vila Militar — recorde do ano na cidade.
- Duque de Caxias: 11°C às 7h na estação de Xerém — recorde do município no ano.
- Causa: massa de ar polar que ganhou força a partir de 7 de julho.
- Fator agravante: céu sem nuvens, que favoreceu a perda de calor na madrugada.
Recordes também na cidade do Rio
O frio não ficou restrito às montanhas. Na capital fluminense — cidade que o mundo associa a calor e praia — os termômetros marcaram 11,3°C às 7h na estação da Vila Militar, a menor temperatura registrada no município em 2026.
Na Baixada Fluminense, a estação de Xerém, em Duque de Caxias, registrou 11°C também às 7h, estabelecendo o recorde de frio do município neste ano.
A massa de ar polar avançou do Sul para o Sudeste, provocando instabilidade no Sul Fluminense antes de chegar com força à Mantiqueira. Para quem vive no Rio, é o tipo de manhã que entra para a conversa do ano — e que, segundo as previsões divulgadas, tem prazo para acabar, com o frio perdendo força nos próximos dias em São Paulo e no Rio.
A Serra da Mantiqueira, onde fica o Parque Nacional do Itatiaia, concentra os pontos mais altos da região Sudeste — e, por isso, é candidata natural aos recordes de frio do país sempre que uma massa polar avança.
Segundo as previsões divulgadas, o frio intenso tem prazo para acabar em São Paulo e no Rio, com expectativa de temperaturas mais amenas nos próximos dias — e até de um fim de semana mais quente.
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