Tecnologia

Google muda a Busca como não fazia há 25 anos e aposta em IA que age sozinha

Por HAMLET 17/07/2026 3 semanas atras

O Google apresentou no I/O 2026, em Mountain View, a maior reformulação de sua ferramenta de busca em mais de 25 anos. A empresa aposta em uma IA capaz de conversar, executar tarefas e agir de forma autônoma em nome do usuário. O destaque é o Gemini Spark, assistente pessoal disponível 24 horas por dia e integrado a Gmail, Chrome e Android.

A ‘era agêntica’ chega à Busca

A mudança é de conceito, não de aparência. Em vez de devolver uma lista de links, a Busca passa a conversar, executar tarefas e agir em nome do usuário — o que a empresa chama de início da “era agêntica” da inteligência artificial.

O carro-chefe é o Gemini Spark, apresentado como um assistente pessoal disponível 24 horas por dia, integrado ao Gmail, ao Chrome, ao Android e a outros serviços do ecossistema Google.

A caixa de busca também muda: fica mais inteligente, adapta-se a consultas complexas e aceita diferentes tipos de entrada — vídeos, imagens, arquivos e até abas do navegador Chrome.

O Google I/O é a conferência anual de desenvolvedores da empresa, tradicionalmente usada para anunciar as apostas de longo prazo da companhia. Foi ali que a empresa escolheu apresentar a mudança.

“Os agentes de informação ficam ativos em segundo plano, 24 horas por dia, monitorando a internet de forma contínua em nome do usuário.”

A IA que trabalha enquanto você não olha

A descrição acima é o que mais diferencia o novo modelo. Não é uma ferramenta que responde quando perguntada: são agentes que ficam ligados, monitorando a internet continuamente e avisando o usuário quando algo relevante aparece.

A IA também se estende a plataformas de terceiros. No caso do Instacart, por exemplo, ela ajuda a montar listas de compras completas com comandos simples — identifica os ingredientes necessários e adiciona automaticamente os itens ao carrinho. O que muda:

  • Evento: anunciado no Google I/O 2026, em Mountain View, na Califórnia.
  • Escala: a maior reformulação da Busca em mais de 25 anos.
  • Gemini Spark: assistente pessoal 24h, integrado a Gmail, Chrome e Android.
  • Integrações: Canva, YouTube Music e Instacart, entre outras plataformas.
  • Entradas aceitas: vídeos, imagens, arquivos e abas do Chrome.
  • Agentes: ficam ativos em segundo plano, monitorando a internet 24 horas por dia.

O que isso significa na prática

A Busca do Google é, há mais de duas décadas, a porta de entrada da internet para bilhões de pessoas. Mudá-la de forma tão radical é uma aposta de peso — e uma resposta clara à concorrência dos chatbots de IA, que passaram a disputar exatamente esse lugar.

A promessa é de conveniência: em vez de pesquisar, comparar e clicar, o usuário descreve o que quer e a IA executa. Montar uma lista de compras, criar uma playlist, gerar um design — tudo dentro da mesma caixa de texto.

Há, porém, um contraponto que merece registro. Uma Busca que responde e executa em vez de listar links muda a economia da internet: sites e veículos que dependem de tráfego de busca passam a receber menos visitas, já que a resposta vem pronta. É uma transformação que ainda vai gerar debate — e que, não por acaso, acontece no mesmo momento em que reguladores ao redor do mundo apertam o cerco sobre o poder do Google no mercado de buscas e de inteligência artificial.

Para o usuário comum, a transição será gradual: recursos desse porte costumam chegar por etapas e por região, e nem tudo o que é anunciado em uma conferência vira produto disponível no Brasil no curto prazo.


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