Terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão, derruba prédios e deixa ao menos 50 feridos
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sudoeste do Japão nesta terça-feira (28), com epicentro perto de Kumamoto, na ilha de Kyushu. O tremor derrubou pelo menos 12 edifícios, deixou ao menos 50 feridos e cortou energia de dezenas de milhares de imóveis. Um alerta de tsunami chegou a ser emitido, mas foi cancelado cerca de duas horas depois.
O que aconteceu
O terremoto teve magnitude 7,1 e epicentro em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, no sul do Japão, segundo a Agência Meteorológica Japonesa (JMA).
O tremor foi raso — profundidade de apenas 10 quilômetros —, o que amplia o poder de destruição na superfície. Ele foi seguido por réplicas de magnitudes 5,6 e 4,9.
Entre os danos, a JMA e as autoridades locais confirmaram o desabamento de 12 edifícios, cortes de energia em dezenas de milhares de imóveis, incêndios em algumas áreas e danos a estradas e pontes.
“O terremoto teve profundidade de apenas 10 quilômetros, considerado muito próximo à superfície, e foi acompanhado por réplicas de magnitudes 5,6 e 4,9, segundo a Agência Meteorológica Japonesa.”
O alerta de tsunami
O registro acima explica por que o tremor causou tanto estrago apesar de o Japão ser um dos países mais preparados do mundo para terremotos: um sismo raso concentra sua energia perto da superfície.
Logo após o abalo, a JMA emitiu um alerta de tsunami para ondas de até 1 metro nas áreas costeiras. A medida, porém, foi cancelada cerca de duas horas depois, com o aval das autoridades meteorológicas dos Estados Unidos. Os números:
- Magnitude: 7,1, com epicentro em terra.
- Local: perto de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, sul do Japão.
- Profundidade: 10 km — considerada rasa e mais destrutiva.
- Réplicas: de magnitudes 5,6 e 4,9.
- Danos: 12 edifícios desabaram; energia cortada em dezenas de milhares de imóveis.
- Feridos: ao menos 50 pessoas hospitalizadas.
O Japão e os terremotos
O Japão está situado sobre o chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, uma faixa de intensa atividade sísmica e vulcânica que concentra a maioria dos terremotos do planeta. Por isso, o país convive com tremores frequentes e desenvolveu, ao longo de décadas, uma das culturas de prevenção mais avançadas do mundo.
Edifícios japoneses são projetados para resistir a abalos, a população faz simulados regulares, e o sistema de alerta precoce avisa a população segundos antes das ondas mais fortes chegarem. É essa preparação que costuma manter o número de vítimas relativamente baixo, mesmo em terremotos de grande magnitude — algo visível também neste episódio, em que o saldo, embora grave, poderia ser muito pior para um tremor de 7,1.
A região de Kumamoto tem histórico sísmico: em 2016, uma sequência de terremotos de magnitude semelhante causou vítimas e destruição na mesma área. O Minuto Atual acompanha os desdobramentos e reproduz as informações divulgadas pelas autoridades japonesas e pela imprensa internacional. Por se tratar de evento recente, os números de feridos e de danos podem ser atualizados nas próximas horas.
Mesmo com toda a preparação, um terremoto de magnitude 7,1 e epicentro raso deixa marcas. A reconstrução de edifícios danificados e o restabelecimento da energia costumam levar dias, e as réplicas — tremores secundários que se seguem ao principal — mantêm a população em alerta por dias ou semanas.
Para o Brasil, geograficamente distante do Círculo de Fogo, terremotos de grande porte são raros — o que torna a experiência japonesa de convivência com o risco um estudo de caso observado no mundo inteiro sobre como se preparar para o inevitável.
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